Conheça 6 características que fazem parte das novas escolas

Data: 13 de Maio de 2019 — Por Redação
 Protagonismo do aluno, ensino bilíngue e matérias inovadoras são recorrentes no novo modelo escolar
Protagonismo do aluno, ensino bilíngue e matérias inovadoras são recorrentes no novo modelo escolar

Um dos pilares de uma sociedade é a educação, concorda? Para acompanhar as necessidades das novas gerações e as mudanças sociais, esse setor também está em constante transformação e evolução. Um exemplo disso, são as instituições de ensino modernas que têm buscado ferramentas para melhorar a qualidade da experiência do estudante com a escola. Com isso, despertado o interesse dos jovens em aprender e oferecendo uma formação mais ampla, de modo que os alunos possam desenvolver diferentes habilidades.

1) Protagonismo do aluno 
As novas escolas procuram formar alunos, de modo que eles sejam cidadãos mais conscientes. Preparados para lidar com situações adversas e antenados com o que acontece, não só em sua comunidade, mas no mundo.

Para isso, nas novas escolas o aluno é colocado como protagonista do processo de aprendizagem e a troca de conhecimentos é uma via de mão dupla. Com isso, o professor passa a ser um facilitador, que identifica o que os estudantes querem aprender, em que precisam se aprimorar. Bem diferente da educação tradicional onde o professor é o único detentor de todo conhecimento e o aluno apenas um mero receptáculo de toda informação.

Em algumas instituições a primeira semana de cada trimestre é usada para montar o currículo escolar com a participação do alunos. Para os pequenos são oferecidas algumas opções e eles escolhem o que querem aprender. Já os adolescentes podem sugerir o que gostariam de estudar nos próximos meses.

2) Ensino bilíngue 
De uns anos para cá, ser bilíngue não significa apenas falar outra língua, mas, sim, entrar em contato com a cultura do idioma, de maneira a entendê-la e respeitá-la. Sendo assim, um dos projetos inovadores é apresentar a nova língua cada vez mais cedo para os estudantes, trabalhando principalmente o inglês, que é considerado universal.

Agora, a tendência é que o inglês não seja estudado apenas enquanto disciplina, uma vez que é integrado aos outros conteúdos que fazem parte da matriz curricular. É possível aprender matemática em inglês. Com isso, a segunda língua favorece a comunicação e integração cultural dos jovens.

Nas escolas mais avançadas, o ensino infantil dedica 80% da carga horária ao aprendizado de inglês, diminuindo para 50% no Ensino Fundamental e 40% no Ensino Médio. Além das disciplinas comuns, o idioma também é trabalhado nas músicas, artes e demais conteúdos extracurriculares, possibilitando uma espécie de imersão.

3) Matérias inovadoras
As novas propostas pedagógicas englobam disciplinas inovadoras e que estão voltadas para o futuro. Para os pequenos, as novidades incluem desde manifestações e experimentações artísticas, atividades de raciocínio lógico até o uso de aplicativos educacionais.

A educação fora da caixa para os adolescentes traz matérias que dão mais autonomia para estudante, fazendo com que ele deixe de ser um mero recebedor do conhecimento e também passe a produzi-lo. Nesse sentido, algumas áreas inovadoras que entraram para o currículo escolar são sustentabilidade, empreendedorismo e robótica.

4) Adoção da tecnologia como ferramenta possibilitadora
Na contramão das escolas que optam por inibir o uso da tecnologia na sala de aula por acreditarem que a mesma tira o foco do aluno, os novos sistemas de ensino procuram utilizá-la como ferramenta possibilitadora, trabalhando-a intensamente de várias maneiras e em diferentes disciplinas.

Levando isso em consideração, há instituições que oferecem laboratórios de alta tecnologia, incluindo impressora 3D, o que serve para estimular os alunos realizem descobertas e desenvolvam projetos tecnológicos, tendo a oportunidade de colocar o conhecimento teórico em prática.

A tecnologia está presente no dia a dia do jovem, o que desperta o interesse de muitos não só como usuários, mas também como criadores de novas plataformas e serviços. Perante esse novo contexto social, as aulas de programação e robótica estão se disseminando entre as escolas e caindo no gosto de quem se interesse por essa área.

5) Cultura de feedbacks
Ao ingressar no mercado de trabalho, o jovem será avaliado o tempo todo, então, nada melhor do que se habituar a isso desde cedo. Com o intuito de se aproximar do estudante, acompanhar a sua evolução e identificar as suas reais necessidades e prepará-lo para o futuro profissional, a cultura de feedbacks se tornou imprescindível nas instituições de ensino contemporâneas.

As avaliações são feitas de diferentes formas, tendo como finalidade obter um entendimento completo, com conteúdos, comportamentos, habilidades, competências e atitudes. Desse modo, é possível dar um retorno geral ao aluno, contribuindo para sua evolução em todos os aspectos.

6) Formação continuada do professor
De nada adianta inovar na metodologia se o professor não tiver condições de trabalhá-la de forma correta na sala de aula. Pensando nisso, os novos projetos escolares oferecem programas de formação e benefícios para que o corpo docente se qualifique continuamente, mantendo-se atualizado.

Além do estímulo para o ingresso em cursos de atualização por meio da concessão de bolsas e acréscimos no salário, as instituições também incentivam os professores a assistirem às aulas de seus colegas, para que possam aprender e, simultaneamente, fazer sugestões, criando grupos de discussão para melhorar os processos internos.

Por fim, podemos concluir que o que os projetos inovadores das novas escolas têm em comum é o foco no aluno e nos seus interesses, tornando a aprendizagem mais atrativa e proveitosa, já que ele é estimulado a estudar o que gosta, deixando de enxergar a educação como algo chato e obrigatório.

 

Fonte: Redação