Sem paixão, nem Chicabon!

Data: 9 de Abril de 2018 — Por Regis Martins - Jornalista e Músico

No final dos anos 1980, prestes a fazer o vestibular, eu só tinha uma única certeza: a vida é curta demais para se dedicar a Matemática. Minha incompetência para com os números e cálculos me levou a manter uma distância segura do campo de Exatas.

Para tristeza de meu pai, eu era um sujeito ligado as Humanas, um mundo vasto e impreciso que englobava disciplinas que não existiam na tabela periódica.

No final das contas, acabei me tornando jornalista, algo que vou carregar pelo resto da existência. Porém, o fato é que, por pior que pareça, saber o que não se quer já é algo importante num período de tantas escolhas e poucas perspectivas.

Há gente incompetente demais por ai e o número de pessoas que encontro em empregos que odeiam, é surpreendente. Pode parecer ingênuo, mas a verdade é que os grandes homens que colocaram as coisas realmente para andar, amavam o que faziam.

Por isso, na hora do vestibular, sigam o conselho do bom e velho Nelson Rodrigues, escritor e dramaturgo: “Sem paixão, não se chupa nem um picolé Chicabon”.

Se nada der certo, lembre-se que você é jovem o suficiente para tentar tudo de novo. Quebrar a cara é sempre um método eficiente para se chegar à maturidade.